quarta-feira, 16 de março de 2016

Uma escola árvore ou uma árvore escola?

Do nosso parceiro Toda Criança Pode Aprender


A criatividade da criança é um bem a ser preservado. Durante a infância, somos capazes de imaginar as mais diversas situações, criar amigos imaginários, inventar cenários com apenas alguns simples objetos… Ao crescermos, a criatividade vai perdendo a sua força, dando lugar a pensamentos racionais. Como manter a imaginação de uma criança?
Em Tóquio, no Japão, uma professora quis desenvolver algo que pudesse ajudar as crianças a preservarem e desenvolverem ainda mais a criatividade. Para isso, chamou um famoso escritor e ilustrador japonês de livros infantis que faz muito sucesso entre crianças, Kazuo Iwamura.
Iwamura, ao entrar na escola, soube imediatamente o que iria fazer. No saguão de entrada há um teto redondo e sua ideia foi pintar uma grande árvore que percorre o teto 360 graus. As crianças, ao entrarem na escola, entrarão dentro de uma grande árvore.
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Com essa proposta, o Iwamura queria que as crianças utilizassem sua criatividade para aproximarem-se mais da natureza. Em um mundo em que os humanos estão constantemente esgotando os recursos da natureza, as professoras e o ilustrador acreditaram que seria importante criar uma ligação de afeto e carinho com ela desde pequenos.
Poder habitar uma “árvore” sem realmente habitá-la pode apresentar para as crianças meios para imaginar possibilidades infinitas.
Por que não dizer que a escola é uma árvore? Ou que a sua casa fica nas nuvens? Ou que está comendo minhocas ao comer espaguete?
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O que você pode fazer para estimular a criatividade do seu filho?

O Toda Criança Pode Aprender visa fortalecer, no imaginário da sociedade brasileira, a noção de aprendizagem como capacidade inerente a qualquer criança e potencializada pela mediação dos adultos.

domingo, 27 de dezembro de 2015

TRANSVER ESCOLAS: Escolas da Floresta

O blog Catadores da Cultura Infantil começa agora uma série de postagens sobre outros modelos de escola. O nome da série, Transver Escolas, é um convite feito pelo poeta brasileiro Manoel de Barros, que nos alerta que é preciso "transver o mundo".
A sociedade está mudando e o modelo conhecido de se fazer escola talvez já não atenda mais as atuais demandas. Além disso, em tempos que estamos discutindo a ampliação do acesso das crianças na Educação Infantil e ao mesmo tempo discutimos uma base que orientará os currículos, é importante conhecer e alargar os nossos horizontes sobre as tantas possibilidades que existem para pensarmos espaços que acolham as crianças na coletividade.

Precisamos transver escolas que diminuam os abismos entre a cultura dos adultos e a cultura das crianças, entre a vida que pulsa e a escola que paralisa, entre a pressa do capital e a resistente forma de viver o tempo que as crianças ainda guardam com elas.


Para começar, Escolas da floresta ou Forest School

As escolas da floresta surgem na Suécia na década de 50 por um soldado aposentado que desejava ensinar para as crianças formas de resistência e sobrevivência em ambientes naturais.
Inspiradas nas ideias de Froebel, a proposta das escolas da floresta é despertar nos meninos e meninas o respeito pelos ambientes naturais através de experiências práticas e cotidianas diretas.





Comum nos países nórdicos como Alemanha, Suécia, Inglaterra, País de Gales e Dinamarca, atualmente, em alguns destes lugares as escolas da floresta estão se tornando opção de serviço de educação infantil para as crianças maiores de 3 anos.
 
Para entender como funciona, diariamente as crianças se encontram em um dos local previamente marcado e se dirigem para um dos bosques ou parques da cidade. Nestes locais existe um pequeno abrigo para guardar alguns utensílios básicos para as crianças utilizarem.


Ao chegarem no bosque, com ajuda dos adultos que acompanham, as crianças são convidadas a armarem uma barraca para brincadeiras e histórias, fazer a fogueira, catar insetos para descobrir sobre os segredos do bosque e, principalmente, brincar livremente pelas árvores.
Quanto a temperatura, a 7 graus negativos, as crianças frequentam os bosques da cidade.


Não existe um proposta a priori para as crianças. O que orienta o trabalho é a ideia de contribuir para que construam autoconfiança, independência e autonomia. Além disso, é uma proposta para que "descubram suas habilidades sem medo de fracassar ou de receberem críticas" (BROCK et al, p. 103, 2011).



Abaixo compartilhos dois vídeos para ilustrar um pouco desta experiência.



School's Out: Lessons from a Forest Kindergarten (Trailer) from Lisa Molomot on Vimeo.



Para mais informações:

Um dos capítulos do livro ao lado comenta sobre alguns modelos curriculares para a Educação Infantil.
BROCK, A. et al. Brincar: aprendizagem para a vida. Porto Alegre: Penso, 2011. 432p.

Para comprar e saber mais, acesse aqui.

Consulte o site www.foresteducation.org, nele você poderá conhecer mais sobre o tema.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

DVDteca Arte na Escola


Estão disponíveis na íntegra para acesso gratuito 28 títulos da DVDteca Arte na Escola,. 
Além destes, outros 13 títulos da série Arte & matemática.


A DVDteca é composta por 162 documentários sobre arte brasileira, em especial a contemporânea, que engloba a produção de várias regiões do país, e está disponível para empréstimo gratuito na Rede Arte na Escola.

Mais informações, acesse http://artenaescola.org.br/pagina/?id=75122

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Diversidade na Rua - Mercur

Pessoal, em 2014 fiquei sabendo sobre esse trabalho e achei muito bacana. Nesses últimos dias, acabei retomando os materiais e pensei que deveria divulgar pois envolve algumas questões que considero fundamental, a saber: (i) a qualidade dos materiais, responsável e atento com os usuários - em especial, com as crianças, (ii) a desvinculação do produto com um personagem, ou seja, aqui estamos falando em comprar o produto em si, não, um personagem estampado no produto e, (iii) a possibilidade de escolha da quantidade de cores, por exemplo, dos riscantes que o projeto tem.
Além de tudo isso, o preço é absolutamente acessível e existe algo muito inovador que é a conta solidário e o frete amigo. Quer saber mais? Leia o release do projeto e acesse!


DIVERSIDADE NA RUA

O projeto da Mercur chamado Diversidade na Rua tem como objetivo construir soluções que facilitem a vida das pessoas no seu cotidiano. Este projeto surgiu pela necessidade de compreensão mais abrangente sobre o ambiente da Educação, através de um repensar sobre o papel da empresa neste campo de atuação.
Iniciou-se pelo relacionamento com diferentes instituições ligadas a Educação e diversas escolas de Santa Cruz do Sul, porém, atualmente, com uma abrangência maior de instituições e pessoas ligadas à ele.
Durante as diversas interações, tornou-se clara a necessidade de propiciar ambientes de discussão que envolvessem o tema: diversidade. Em 2013, o projeto concretizou a realização de três encontros na cidade de Santa Cruz do Sul, onde fica sua sede.
Desde que começou a repensar seu papel enquanto indústria, a Mercur passou a buscar formas de entender as reais necessidades das pessoas e disponibilizar seu conhecimento e estrutura para oferecer acesso a serviços que tenham significado para todos. “Ao perceber que mudanças simples nos itens de educação poderiam ajudar verdadeiramente no desenvolvimento das pessoas, passamos a fazer protótipos e experimentações”, explica Silda Santos, coordenadora do projeto Diversidade na Rua da Mercur. “Percebemos, por exemplo, que os gizes de ceras que existem hoje na linha tradicional de produtos são muito pequenos para os alunos que têm dificuldade motora e então pensamos porque não criar um maior? E a partir de encontros, reuniões e muitos diálogos com os familiares, educadores e as próprias crianças, produtos foram co-criados”.  
O projeto conta com dois ambientes digitais que possibilitam interação com o usuário. O primeiro é o site do Diversidade na Rua (diversidadenarua.cc) que é um espaço para receber informações, compartilhar e difundir assuntos sobre inclusão e acessibilidade.
 Esse espaço possui várias sessões que possibilitam conectar os usuários formando uma rede de colaboração. Uma delas se chama Tua História que contempla depoimentos, reportagens feitas de maneira colaborativa por pessoas que se preocupam com esses temas e ajudam a dar visibilidade para fatos que passam despercebidos.
O segundo ambiente é a Loja do Diversidade (loja.mercur.com.br) que não é apenas uma loja virtual, mas sim um canal para desenvolver relacionamentos, através de atitudes de colaboração. Um dos conceitos disponíveis na loja é o “frete amigo”, que possibilita comprar um produto e contar com a ajuda de um voluntário da rede de colaboração para realizar a entrega, o que torna o custo com o produto mais baixo e ajuda na prevenção ao meio ambiente.
Os produtos estão disponíveis em três preços: o preço justo para Mercur, o preço 10% a mais, e 20% a mais. O comprador é quem decide quanto ele pode e quer pagar. “Quem pagar a mais vai possibilitar que outra pessoa, que tenha uma condição financeira menor, compre mais barato, pois a loja tem uma conta que se autoalimenta possibilitando esse rodízio entre as pessoas”, conta Silda. As pessoas que não puderem pagar o preço justo da Mercur, receberão o desconto de 10% ou 20% ao final da sua compra, possibilitado pelo pagamento de outras pessoas, é o conceito de CONTA SOLIDÁRIA.

A intenção é ajudar na formação de grupos de pessoas que tem interesses comuns para juntos criarmos novas soluções que atendam às suas necessidades. Cada item disponível foi desenvolvido nessa lógica. Assim como os conceitos da CONTA SOLIDÁRIA e do FRETE AMIGO, que são meios encontrados para facilitar a colaboração entre as pessoas e ampliação do acesso.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Sedução Estética

"Para conhecer, é necessário eleger entre incertezas pertinentes"
Alfredo Hoyuelos


Nas entranhas do pensamento de Loris Malaguzzi, conhecer está relacionado com a dimensão estética. Para o pedagogo, a estética é uma condição de estarmos em ressonância com o mundo.
Conhecer é esta vibração estética da criança com o mundo a sua volta, "é a vibração estética que nos empurra a dar nomes, nomes as figuras e cores, e as figuras e cores que parecem não existir" (MALAGUZZI, 1995, p.83).
Por isso, para as crianças bem pequenas, conhecer é algo que envolve a escolha e o desejo em nomear poeticamente as diversas experiências vividas nos tempos e espaços, na interação com a materialidade e nos encontros com seus pares.
Construir conhecimento é um processo de eleição de valores a partir dos objetos que provocam o desejo por compreende-lo, por dominá-lo para transformar em algo que possa responder as perguntas provisórias que cada criança carrega consigo.
Assim, como uma provocação, compartilho algumas imagens que podem "seduzir esteticamente" os meninos e meninas para construir conhecimentos. Um espaço satisfatório e convidativo, com materiais inteligentes podem configurar a organização de um bom contexto para as crianças. 

Bom trabalho!
Paulo Fochi