Mostrando postagens com marcador Material para formação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Material para formação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Dossiê: Emenda Constitucional 59/2009: em busca da criança perdida

v. 18, n. 36 (2016): Dossiê: Emenda Constitucional 59/2009: em busca da criança perdida


Sumário

Editorial

EditorialPDF
Bianca Salazar Guizzo, Luiz Felipe Zago

Dossiê

Apresentação - Dossiê "Emenda Constitucional 59-2009: em busca da criança perdida"PDF
Rodrigo Saballa de Carvalho, Paulo Sérgio Fochi

Velhas e novas obrigatoriedades: para quais crianças?

O Ensino obrigatório na legislação federal dos séculos XX e XXIPDF
Bruna Breda
A (pré)-escola na lógica da obrigatoriedade: um desconcertante 'dejà vu'?PDF
Mônica Appezzato Pinazza, Maria Walburga dos Santos
Desatando nós... os fios que tecem o percurso da pré-escola no Brasil: da liberdade de escolha à obrigatoriedade de frequênciaPDF
Cinthia Votto Fernandes

De Norte a Sul: perderam as crianças?

Obrigatoriedade de matricula aos 4 anos: ampliação ou recuo do direito?PDF
Rosânia Campos, Maria Carmen Silveira Barbosa
Direito à educação infantil no contexto da obrigatoriedade de matrícula escolar na pré-escolaPDF
Maria Luiza Rodrigues Flores, Simone Santos de Albuquerque
Contribuições da teoria histórico-cultural para a universalização da pré-escola no BrasilPDF
Sônia Regina dos Santos Teixeira, Ana Paula Melo de Araújo

Por Pedagogias que não se percam (d)as crianças

As gramáticas pedagógicas participativas e a construção da identidade da criançaPDF
Júlia Oliveira-Formosinho
“O muro serve para separar os grandes dos pequenos”: narrativas para pensar uma pedagogia do cotidiano na educação infantilPDF
Rodrigo Saballa de Carvalho, Paulo Sérgio Fochi
Perspectivas de crianças sobre o cotidiano da pré-escola: o recreio em focoPDF
Silvia Helena Vieira Cruz, Celiane Oliveira dos Santos
Manifesto (des)educado: profanações pós-coloniaisPDF
Solange Estanislau Santos, Flávio Santiago, Ana Lúcia Goulart de Faria

Artigos

A garantia do direito à Educação Infantil para os filhos da classe trabalhadora nos Planos Municipais de Educação do Estado do ParanáPDF
Simone de Fátima Flach, Janete de Fátima Ferreira Caldas
Memórias e patrimônios documentais afro-brasileiros: implicações para a EducaçãoPDF
Maria Angélica Zubaran
Os testes que tratam da representatividade de gênero no cinema e na literatura: uma proposta didática para pensar o feminino nas narrativasPDF
Carolina Alves Magaldi, Carla Silva Machado
Pesquisar com Michel FoucaultPDF
Pablo Severiano
Contribuições da teoria da atividade de Leontiev para o trabalho com bebês na crechePDF
José Ricardo Silva, José Milton de Lima

domingo, 10 de abril de 2016

É só uma caixa?

Por Paulo Fochi

O que é uma mesa, para uma criança de um ano, independentemente do uso que os adultos fazem dela? É um teto. Pode-se agachar em baixo dela e sentir-se o chefe da casa: de uma casa sob medida, não tão grande e terrível como a casa de gente grande. Uma cadeira é interessante porque se pode empurrá-la aqui e ali, para medir a própria força; pode virá-la e arrastá-la, atravessá-la de mil maneiras. Pode-se bater nela, se malignamente ela nos dá uma pancada: "cadeira feia"!
A mesa e a cadeira, que para nós são objetos consumados e quase invisíveis, dos quais nos servimos automaticamente, são para a criança durante muito tempo materiais de uma exploração ambígua é pluridimensional, onde são as mãos o conhecimento e a fabulação, a experiência e a simbolização.
RODARI, 1982, p. 87


Gianni Rodari, em um de seus textos do livro Gramática da Fantasia, comenta que para uma criança uma mesa não é apenas uma mesa. Gosto dessa provocação de Rodari, aliás, a considero produtiva para irmos construindo a respeito da docência na educação infantil. São dois aspectos que gostaria de comentar, a saber: a preparação dos contextos e a expectativa adulta.

Já se sabe muito que a organização de materiais e espaços adequados oferecem para as crianças múltiplas possibilidades de investigar, descobrir e formular suas teorias sobre o mundo. Junto a isso, ter tempo adequado para que as crianças possam fazer suas investidas sem pressa é estruturante para a ideia que estamos aqui tratando.
Na esteira deste pensamento, a escolha de materiais abertos, disponíveis para que as crianças possam explorar, inventar, fantasiar e, mais ainda, estruturar a partir de suas ideias e hipóteses podem ser fontes inesgotáveis de brincadeiras.

Rodari fala que a "criatividade é sinônimo de pensamento divergente, isto é, de capacidade de romper continuamente os esquemas da experiência. É criativa uma mente que trabalha, que sempre faz perguntas, que descobre problemas onde os outros encontram repostas satisfatórias" (RODARI, 1982, p. 140). Aqui entra a questão das expectativas do adulto ao preparar uma proposta, ou, oferecer um material para as crianças.
Fazer uma proposta imaginando aonde as crianças devem chegar, o que irão descobrir e, portanto, como devem fazer, é sempre uma simplificação da rica possibilidade que reside no encontro entre os meninos e meninas com os materiais não estruturados.
Gosto desta imagem do Tonucci. Ela revela exatamente o que se esconde nas "atividades" que os adultos pensam para as crianças: pobreza, simplificação, estereótipos.

Ao contrário disto, podemos se aventurar no desconhecido, ou melhor, colocar as nossas energias em criar contextos abertos, ricos e diversificados. Uma caixa, por exemplo, nas mãos de uma criança, jamais permanece "apenas uma caixa".  Ela se transforma em cenários, adereços, esconderijos... Quando disponibilizada com outros materiais que "combinam" com ela -  por exemplo cordas, cones, prendedores de roupa - mais interessante e fora do controle do pensamento adulto a experiência poderá se transformar. 



Aqui no Catadores da Cultura Infantil nós já postamos um simpático vídeo, as aventuras de uma caixa. Vale recordar ele para se inspirar. Pense nisso!!!


terça-feira, 20 de outubro de 2015

DVDteca Arte na Escola


Estão disponíveis na íntegra para acesso gratuito 28 títulos da DVDteca Arte na Escola,. 
Além destes, outros 13 títulos da série Arte & matemática.


A DVDteca é composta por 162 documentários sobre arte brasileira, em especial a contemporânea, que engloba a produção de várias regiões do país, e está disponível para empréstimo gratuito na Rede Arte na Escola.

Mais informações, acesse http://artenaescola.org.br/pagina/?id=75122

terça-feira, 21 de julho de 2015

Sedução Estética

"Para conhecer, é necessário eleger entre incertezas pertinentes"
Alfredo Hoyuelos


Nas entranhas do pensamento de Loris Malaguzzi, conhecer está relacionado com a dimensão estética. Para o pedagogo, a estética é uma condição de estarmos em ressonância com o mundo.
Conhecer é esta vibração estética da criança com o mundo a sua volta, "é a vibração estética que nos empurra a dar nomes, nomes as figuras e cores, e as figuras e cores que parecem não existir" (MALAGUZZI, 1995, p.83).
Por isso, para as crianças bem pequenas, conhecer é algo que envolve a escolha e o desejo em nomear poeticamente as diversas experiências vividas nos tempos e espaços, na interação com a materialidade e nos encontros com seus pares.
Construir conhecimento é um processo de eleição de valores a partir dos objetos que provocam o desejo por compreende-lo, por dominá-lo para transformar em algo que possa responder as perguntas provisórias que cada criança carrega consigo.
Assim, como uma provocação, compartilho algumas imagens que podem "seduzir esteticamente" os meninos e meninas para construir conhecimentos. Um espaço satisfatório e convidativo, com materiais inteligentes podem configurar a organização de um bom contexto para as crianças. 

Bom trabalho!
Paulo Fochi










domingo, 22 de setembro de 2013

Materiais para formação

Material de apoio de projeto "Brincar: o brinquedo e a brincadeira na infância", com manual e fichas sobre brincadeiras.






Material de apoio do projeto "Entra na Roda", destinado ao incentivo a leitura na Educação Infantil e na comunidade.





Material sobre brincadeiras, ou melhor, sobre um jardim de brincadeiras. Brincadeiras com material natural: terra, água, ar e fogo.



domingo, 18 de agosto de 2013

DOCUMENTÁRIO: MUITO ALÉM DO PESO

Compartilho o documentário "Muito além do peso" exatamente na semana em que o Senado aprova a proibição de alimentos considerados de baixo teor nutricional em cantinas escolar e, além disso, que também proíbe a utilização desses alimentos em seus cardápios.

São alarmantes os dados mostrados, tanto em relação a quantidade de açúcar, sal e gordura dos alimentos, como da quantidade de crianças com problemas causados em função da obesidade ou do sobrepeso. Mas, a mim, é mais assustador ainda perceber o quanto natural tornou-se tais hábitos na vida cotidiana das famílias.

Nesse sentido, destaco algo que durante o documentário é dito pelos pais diversas vezes, "ele gosta", "ele só come isso". O gostar parece estar associado a "natureza" da criança, como se o Ruffles, a Coca-Cola ou, o Macdonald's viesse "embutido" no DNA das crianças.

A criança PASSA a gostar, ou, a criar o hábito por tais produtos a partir do momento que estes são apresentados ou, estão presentes no seu dia a dia. É certo que, como bem destaca o documentário, a TV e a mídia são aliadas a proliferação de tais comportamentos, no entanto, quem compra, quem também consome e, quem deixa a disposição das crianças em suas casas, são os adultos "responsáveis" por elas.

Além disso, fiquei pensando em relação a escola. Não raro, nas festas de aniversário, comemorações de datas festivas, os pedidos e "orientações" das escolas são justamente esses e outros produtos alimentares. Ainda temos a crença de que isso não faz parte do currículo escolar, infelizmente. Pois ao contrário do que se pensa, essa orientação e essa porta que a escola abre a alimentos bons ou ruins também faz parte do processo educacional, ou seja, também está dentre as narrativas das quais vamos situando as crianças no mundo. Também prenuncia que tipo de sociedade a escola está desejando.

Compartilho o documentário para que pais, professores, gestores educacionais e formadores possam pensar, refletir e dialogar sobre "MUITO ALÉM DO PESO".






Mais informações sobre o documentário, aqui.
Mais informações sobre a proibição da 
venda de alimentos gordurosos pode ser acessado aqui.

sábado, 8 de junho de 2013

Evento - Festival CineCaramelo


O CineCaramelo é um festival infanto-juvenil que tem o objetivo de trazer diversão e informação para crianças e adultos. Sim, aqui tem lugar para todo mundo! 

Durante o dia, aventura e animação em sessões para o público infanto-juvenil abrem caminho para a reflexão acerca de temas como a diversidade cultural, uso consciente da tecnologia, consciência ecológica, valorização da amizade, afeto e amor à família. A programação conta com diversos filmes brasileiros, uma mostra especial do lendário diretor de animês Hayao Miyazaki e produções locais. Mães com seus bebês de até 18 meses ganham uma sessão especial através de uma parceria com o projeto CineMaterna. A sala vai estar especialmente preparada para acolher os bebês com todo o conforto.

À noite, filmes para adultos seguidos de debates. As sessões comentadas vão trazer questões  importantes da formação das nossas crianças e adolescentes. Consumo e infância, obesidade infantil, bullying e políticas públicas assistenciais são alguns dos temas que poderão ser debatidos com profissionais de diversas áreas após a exibição dos filmes.
 
De 11 a 17 de junho o festival faz uma itinerância em quatro escolas públicas de Porto Alegre. Serão exibidos filmes e realizadas as oficinas de Animação em flipbook, Contação de histórias e Mediação de conflitos para crianças. De 14 a 20 de junho, o festival vai estar no Cine Santander.
São duas semanas de atividades com tudo gratuito, para todo mundo poder participar! O CineCaramelo é uma realização da Bureau de Cinema e Artes Visuais com financiamento do FAC - Fundo de Apoio à Cultura Edital 02/2012 da Secretaria Estadual de Cultura do RS.

Fonte: http://www.cinecaramelo.com.br/ 



domingo, 2 de junho de 2013

MONOGRAFIA - VAMOS RODAR O PIÃO? Educação em movimento: a mistura de idades na Educação Infantil


Monografia - Cíntia Uebel Prezzi - 2013

Resumo

Essa pesquisa apresenta fragmentos de alguns dos movimentos que são produzidos em escolas de Educação Infantil a partir de agrupamentos mistos/integrados de crianças no município de Novo Hamburgo (NH). Misturam-se, aqui, idades, pensares, autores, imagens e falas de professoras: isso que se produz “entre” e que faz o pensamento sair do seu lugar comum e girar. Pensamento-pião. 

Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização apresentado como requisito parcial para a obtenção de título de Especialista em Educação Infantil, pelo Curso de Especialização em Educação Infantil da Universidade do Vale do Rio dos Sinos- UNISINOS

Para citar: PREZZI, Cíntia Uebel. Vamos rodar o pião? Educação em movimento: a mistura de idades da Educação Infantil. São Leopoldo, 2013. 47 f. Monografia (Especialização em Educação Infantil). Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2013.

MONOGRAFIA - JANELA - PANELA - CANELA: A CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA INVADE A EDUCAÇÃO INFANTIL

Monografia - Cristiane Nobre Fiuza


Resumo

Trabalho realizado a partir de observações e  interações com jogos de consciência fonológica na turma de Educação Infantil, Pré II B, do CMEB Santo Inácio, Esteio, no decorrer do ano de 2012.


Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização apresentado como requisito parcial para a obtenção de título de Especialista em Educação Infantil, pelo Curso de Especialização em Educação Infantil da Universidade do Vale do Rio dos Sinos- UNISINOS

Para citar: FIUZA, Cristiane Nobre. Janela - Panela - Canela: a consciência fonológica invade a Educação Infantil. São Leopoldo, 2013. 47 f. Monografia (Especialização em Educação Infantil). Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2013.

MONOGRAFIA - OSSO DE ÁRVORE

Monografia Rita Jaqueline Moraes - 2013

Resumo

Falar de Educação Ambiental. Não dos problemas ambientais, ou das batalhas, ou das causas. Nem mesmo das consequências ou da necessidade de mudança de comportamento a fim de evitar catástrofes. Falar de Educação Ambiental para crianças ainda pequenas. Falar de alegrias, beleza e encantamento. Falar de criança, falar de árvore, falar de comer fruta no pé, falar de vida! Falar e cartografar. Cartografar os primeiros encontros com a natureza, experienciados pelas crianças das escolas municipais de EducaçãoInfantil de Novo Hamburgo. Cartografar e acompanhar os processos de composição da subjetividade destes sujeitos. Refletir e propor caminhos para a EducaçãoAmbiental na Educação Infantil.

Palavras-chave: Educação infantil; educação ambiental; natureza; infância.

Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização apresentado como requisito parcial para a obtenção de título de Especialista em Educação Infantil, pelo Curso de Especialização em Educação Infantil da Universidade do Vale do Rio dos Sinos- UNISINOS
Para citar: MORAES, Rita Jaqueline. Osso de árvore. São Leopoldo, 2013. 61 f. Monografia (Especialização em Educação Infantil). Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2013.
 
 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

TCC - Cartografar com crianças: É possível olhar a nossa cidade através do olhar da infância?



TCC de Larisa da Veiga Vieira Bandeira - 2011

 
RESUMO

Essa pesquisa busca entender as maneiras como um grupo de crianças se apropria e recria os espaços urbanos. As crianças residem no Quilombo Urbano Areal da Baronesa que se localiza na região central de Porto Alegre. Essa pesquisa é um recorte do Projeto Cartografias Infantis, o percurso acadêmico anterior e os trajetos que possibilitaram esse estudo também são rastreados. São utilizadas as pistas do método cartográfico de Kastruo e Escóssia (2009) nesse rastreio e reconhecimento atento dos sentidos dados pelas crianças aos espaços urbanos. Para pensar as crianças e as suas relações, com esses espaços, dialogo com Deleuze & Guattari, entendendo que com eles podemos olhar a cidade como um corpo urbano, funcional (ainda que por vezes aparentemente caótico), no qual os lugares são demarcados para que a vida possa se efetivar com uma suposta segurança. A cidade, partindo desse princípio, apresenta-se como espaço estriado, um rugoso tecido, que coloca as ações cotidianas, à mercê desta engenharia. Nos espaços urbanos circula-se, habita-se, trabalha-se, diverte-se, brinca-se. Como considerações provisórias, percebo que a cidade – ou pelo menos uma das cidades possíveis, aquela capturada pelos olhares múltiplos das crianças quando olham para essa grande maquinaria que atende pelo nome de cidade – ganha novas imprecisões em seus costumeiros contornos.
Palavras – chave: pesquisa com criança, cartografias infantis, espaços urbanos.