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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Projeto 100 câmeras: Como o olhar de uma criança pode ajudar a mudar sua comunidade?

Do nosso parceiro Toda Criança Pode Aprender

Conheça aqui o projeto 100 Câmeras. A iniciativa busca dar voz a crianças de comunidades carentes por meio da linguagem fotográfica.
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Foto tirada por Josephine, 14 anos. Sudão do Sul.
Você já ouviu falar do Projeto 100 Câmeras? Essa iniciativa foi criada por quatro americanas, Emily Schendel, Angela Popplewell, Kelly Reynolds e Susanna Kohly, em 2008. As fundadoras partiram da ideia de que uma criança com uma câmera poderia capturar imagens da vida em sua comunidade de uma perspectiva muito especial, diferente da adulta.
Em uma primeira experiência, no Sudão do Sul, crianças de um orfanato receberam máquinas fotográficas e capturaram imagens de vivências, situações, personagens e ambientes de seu dia a dia. Já comentamos aqui e aqui o quanto o olhar sensível dos pequenos para o mundo e para o cotidiano pode oferecer novas compreensões e insights, livres de naturalizações e banalizações que nós adultos tendemos a fazer automaticamente. Essa perspectiva surpreendente do olhar infantil não deixou de aparecer nessa primeira atuação do projeto! Assim, abriram-se portas para que a proposta se repetisse também em outros lugares.
O 100 Câmeras, além de valorizar o ponto de vista das crianças sobre sua própria comunidade e de ensiná-las novas formas de expressão por meio da fotografia, ainda permite que recursos gerados pela venda das fotos sejam redirecionados para promover a educação e a saúde locais. Dessa maneira, as crianças também percebem que sua forma de ver o mundo e de contar histórias pode ajudar a contribuir com a vida em comunidade. Segundo o site do projeto, o objetivo está justamente em:
“Empoderar as crianças para que percebam que podem criar mudanças concretas compartilhando suas histórias. Acreditamos em ajudar as crianças a compreender desde cedo que suas vozes e perspectivas importam para as suas próprias trajetórias de vida e para o futuro da sua comunidade, independentemente de suas condições atuais ou de seu background.” *
O 100 Câmeras já foi realizado em cidades americanas e ainda em localidades de Cuba e da Índia. Vale a pena conferir o site e conhecer não só as belas e reveladoras fotografias, como também mais sobre essas crianças fotógrafas!  Confira algumas das imagens a seguir.


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Foto tirada por Kiden, 16 anos. Sudão do Sul.
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Foto tirada por Eduardo, 11 anos. Cuba.
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Foto tirada por Alexander, 13 anos. Cuba.
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Foto tirada por U. Iswariya, 16 anos. Índia.
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Foto tirada por Nandhini, 16 anos. Índia.
*To empower kids to realize they can create tangible change by sharing their stories, one community at a time. We believe in helping kids learn young that their voices and perspectives matter in their lives and in the future direction of their communities – no matter their background or current circumstances.
Para saber mais, acompanhe o Projeto 100 Câmeras no Facebook!


O Toda Criança Pode Aprender visa fortalecer, no imaginário da sociedade brasileira, a noção de aprendizagem como capacidade inerente a qualquer criança e potencializada pela mediação dos adultos.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

As diferentes relações das crianças com a cozinha

Do nosso parceiro Toda Criança Pode Aprender

Em um momento de crescente valorização do lugar da criança dentro da cozinha, convidamos vocês a uma reflexão sobre as relações que crianças de diferentes realidades podem estabelecer com o ato de cozinhar.
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foto: Yassan Yukky
Já falamos aqui e aqui sobre como cozinha é lugar de criança, sim. Ter uma relação próxima com os alimentos, preparar a própria comida e ter familiaridade com os instrumentos de culinária são hábitos que geram os mais diversos aprendizados, desde conhecimento sobre nutrição até coordenação motora e responsabilidade com a própria segurança.
Recentemente o jornal O Globo fez uma reportagem intitulada “Crianças deixam adultos de boca aberta com talento no fogão”, contando a história de crianças, muitas vezes filhas de pais que não sabem cozinhar, que tomaram gosto pela gastronomia e passaram a preparar refeições elaboradas para a família. A matéria, que pode ser lida na íntegra aqui, fala sobre o espanto dos pais ao entrarem em contato com a capacidade infantil na cozinha, algo não estimulado por hábitos caseiros, mas por meio de matrícula dos filhos em cursos que pudessem oferecer esse conhecimento.
Nas casas em que os pais têm o costume de cozinhar no dia a dia, é comum que as crianças aprendam desde cedo a fazer o básico. Em famílias nas quais, por exemplo, os pais trabalham fora o dia inteiro, não é difícil imaginar as crianças que cuidam dos irmãos mais novos preparando refeições para eles e para o restante da família. Nesse caso, elas aprendem a cozinhar na rotina da casa, acompanhando e ajudando os pais na cozinha ou, em muitas realidades, enfrentando sozinhas esse desafio.
As famílias que vivem na área rural e comem alimentos da própria horta também contam com a ajuda das crianças para plantar e colher desde pequenas. Nesses cenários, a relação da criança com a alimentação começa no plantio, e elas entendem e lidam com os alimentos de maneira diferente das crianças que têm os ingredientes comprados no supermercado.
Como será que são as experiências dessas crianças com a comida? Será que preparar um risoto é tão diferente de fazer purê de batata ou de cozinhar cenouras? Que descobertas são possíveis em diferentes ambientes (na cozinha, na horta, em cursos)? Como os adultos podem aproveitar as oportunidades de aprendizagem junto às crianças? Boas questões para nossa reflexão! E, da próxima vez que você for preparar uma refeição, o que acha de convidar seus filhos para ajudar?
O Toda Criança Pode Aprender visa fortalecer, no imaginário da sociedade brasileira, a noção de aprendizagem como capacidade inerente a qualquer criança e potencializada pela mediação dos adultos.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Invenções infantis transformadas em realidade

Do nosso parceiro Toda Criança Pode Aprender

Conheça a iniciativa “Inventors! Project”, (Projeto dos inventores!, em tradução livre) que valoriza a criatividade das crianças ao produzir modelos de suas invenções.
O artista e inventor Dominic Wilcox pediu para mais de 450 crianças desenharem ideias de invenções próprias. A partir disso, ele entregou os desenhos para fábricas locais e selecionou os que poderiam virar realidade.
Confira algumas das invenções elaboradas pelas crianças:
Um gancho para tirar as batatas da lata de Pringles
Georgia, 11 anos
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Um garfo que esfria a comida para você
Amellya, 6 anos
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Um patinete para toda a família
Wendy, 9 anos
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Óculos que te mostram o que está atrás de você
Alex, 11 anos 
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Veja as demais invenções aqui.  E, agora, que tal pedir para uma criança que você conhece desenhar uma invenção?
O Toda Criança Pode Aprender visa fortalecer, no imaginário da sociedade brasileira, a noção de aprendizagem como capacidade inerente a qualquer criança e potencializada pela mediação dos adultos.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

As cores das flores

Do nosso parceiro Toda Criança Pode Aprender

Esse vídeo institucional, produzido por uma organização que atua em apoio a pessoas com deficiências visuais na Espanha (ONCE), é sensível e emociona.
Ouve-se muito atualmente que crianças com deficiências visuais, motoras, auditivas e intelectuais são capazes de aprender como todas as outras. O vídeo mostra de forma impressionante como isso pode se dar, usando como contexto, a escola.
Mas, o que nos interessa é refletir o que não se pode ver no vídeo, ou seja, o que ocorre em outras instâncias e momentos, que apostam no potencial dessa criança aprender e por isso contribui para que ela chegue ao resultado que alcança na escola.
Alguns flashes de sua vida com a mãe e uma figura masculina – que pode ser seu pai – indicam que esses adultos acreditam nele. Podemos ver isso na fala do homem que diz: “quero saber como vai sair dessa…” indicando um tom de voz que acredita no menino, como se nas entrelinhas estivesse só um desafio para saber como fará, pois sabe que o fará. Isso revela uma confiança no potencial e na capacidade da criança que o ajuda a se lançar no desafio.
Em companhia de sua mãe somos convidados a presenciar como passam algumas horas juntos, lendo ou num parque, e como tais situações possibilitam que continue a pensar sobre seu desafio, no sentido de poder fazê-lo da melhor forma. Também essas cenas parecem ilustrar a relação de apoio e a forma como a mãe possibilita que tenha acesso a informações e situações que ampliam suas possibilidades.
Em nenhum momento é colocado em dúvida se o menino realizará a tarefa. A expectativa é de como irá realizá-la.
Vale destacar que além desse apoio de pessoas próximas, a estrutura escolar, a instituição que apoia pessoas cegas e os profissionais envolvidos foram importantes para possibilitar esse contexto.
Essa rede de confiança na capacidade de aprendizagem da criança se explicitam em todas as situações.
Isso é acreditar que Toda Criança Pode Aprender!

O Toda Criança Pode Aprender visa fortalecer, no imaginário da sociedade brasileira, a noção de aprendizagem como capacidade inerente a qualquer criança e potencializada pela mediação dos adultos.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

A guerra através dos olhos das crianças de Gaza

Do nosso parceiro Toda Criança Pode Aprender

Desenhos de crianças podem ser muito expressivos e demonstrar uma profunda capacidade de compreensão de situações extremamente adversas.Gaza - livro  Como já abordamos no post sobre as crianças invisíveis, o desenho de uma criança pode revelar muito sobre o modo como ela vê o mundo. Não poderia ser diferente em uma das piores zonas de conflito do planeta: a Faixa de Gaza. Os desenhos de crianças palestinas, moradoras da região, foram reunidos no livro “A Child’s View From Gaza: Palestinian Children’s Art and the Fight Against Censorship” (A Visão de uma Criança de Gaza: a Arte de Crianças Palestinas e a Luta Contra a Censura, em tradução livre).  gaza 2  Inicialmente os desenhos fariam parte de uma exposição no Museu de Arte Infantil de Oakland que foi cancelada duas semanas antes de sua estreia. Desse fato surgiu a acusação de censura e o livro foi feito como forma de propagar a visão dessas crianças afetadas pela situação de conflito em que vivem. Independente de visões políticas relacionadas à guerra, é inegável a força que essas imagens têm. Nenhuma guerra deve ser considerada positiva e essas crianças estão reféns da situação. E, infelizmente, passam por situações que requerem uma resistência emocional que nem mesmo os adultos possuem. Como estão aprendendo a todo momento, coisas boas e ruins, nessa também aprendem… Essas imagens são, paradoxalmente, uma forma singela e dolorida de espalhar um pouco do que acontece por lá.  
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O Toda Criança Pode Aprender visa fortalecer, no imaginário da sociedade brasileira, a noção de aprendizagem como capacidade inerente a qualquer criança e potencializada pela mediação dos adultos.