segunda-feira, 25 de abril de 2016

Invenções infantis transformadas em realidade

Do nosso parceiro Toda Criança Pode Aprender

Conheça a iniciativa “Inventors! Project”, (Projeto dos inventores!, em tradução livre) que valoriza a criatividade das crianças ao produzir modelos de suas invenções.
O artista e inventor Dominic Wilcox pediu para mais de 450 crianças desenharem ideias de invenções próprias. A partir disso, ele entregou os desenhos para fábricas locais e selecionou os que poderiam virar realidade.
Confira algumas das invenções elaboradas pelas crianças:
Um gancho para tirar as batatas da lata de Pringles
Georgia, 11 anos
Captura de Tela 2016-04-04 às 09.38.00
Captura de Tela 2016-04-04 às 09.42.14
Um garfo que esfria a comida para você
Amellya, 6 anos
Captura de Tela 2016-04-04 às 09.38.07
Um patinete para toda a família
Wendy, 9 anos
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Óculos que te mostram o que está atrás de você
Alex, 11 anos 
Captura de Tela 2016-04-04 às 09.39.10
Veja as demais invenções aqui.  E, agora, que tal pedir para uma criança que você conhece desenhar uma invenção?
O Toda Criança Pode Aprender visa fortalecer, no imaginário da sociedade brasileira, a noção de aprendizagem como capacidade inerente a qualquer criança e potencializada pela mediação dos adultos.

domingo, 17 de abril de 2016

Uma dica bem bacana: barracas para brincar

Não costumo dar este tipo de sugestão, mas como no começo do ano fui em busca de um presente para minha sobrinha e precisei andar muito e passar por várias lojas voltadas ao público infantil até encontrar o que queria, vou compartilhar.
A minha sugestão é a loja Minimim. Lá, além de opções de vestuário bem bacana, existem opções de brinquedos super divertidos. Diferente de todas as lojas que visitei, na loja Minimim encontrei muitas opções de brinquedos de madeira, tecido além de opções de fantasias super bacanas para as crianças brincarem.
Na ocasião, a minha escolha foi uma barraca, e minha sobrinha adorou! Aqui estão algumas fotos das opções que existem na loja.





Se gostou, passa lá!

Contato
Endereço: Fernandes Vieira, 323
Bom Fim - Porto Alegre- RS
Brasil
Fone: 51 3094 0620
Email mundominimim@gmail.com

sexta-feira, 15 de abril de 2016

As cores das flores

Do nosso parceiro Toda Criança Pode Aprender

Esse vídeo institucional, produzido por uma organização que atua em apoio a pessoas com deficiências visuais na Espanha (ONCE), é sensível e emociona.
Ouve-se muito atualmente que crianças com deficiências visuais, motoras, auditivas e intelectuais são capazes de aprender como todas as outras. O vídeo mostra de forma impressionante como isso pode se dar, usando como contexto, a escola.
Mas, o que nos interessa é refletir o que não se pode ver no vídeo, ou seja, o que ocorre em outras instâncias e momentos, que apostam no potencial dessa criança aprender e por isso contribui para que ela chegue ao resultado que alcança na escola.
Alguns flashes de sua vida com a mãe e uma figura masculina – que pode ser seu pai – indicam que esses adultos acreditam nele. Podemos ver isso na fala do homem que diz: “quero saber como vai sair dessa…” indicando um tom de voz que acredita no menino, como se nas entrelinhas estivesse só um desafio para saber como fará, pois sabe que o fará. Isso revela uma confiança no potencial e na capacidade da criança que o ajuda a se lançar no desafio.
Em companhia de sua mãe somos convidados a presenciar como passam algumas horas juntos, lendo ou num parque, e como tais situações possibilitam que continue a pensar sobre seu desafio, no sentido de poder fazê-lo da melhor forma. Também essas cenas parecem ilustrar a relação de apoio e a forma como a mãe possibilita que tenha acesso a informações e situações que ampliam suas possibilidades.
Em nenhum momento é colocado em dúvida se o menino realizará a tarefa. A expectativa é de como irá realizá-la.
Vale destacar que além desse apoio de pessoas próximas, a estrutura escolar, a instituição que apoia pessoas cegas e os profissionais envolvidos foram importantes para possibilitar esse contexto.
Essa rede de confiança na capacidade de aprendizagem da criança se explicitam em todas as situações.
Isso é acreditar que Toda Criança Pode Aprender!

O Toda Criança Pode Aprender visa fortalecer, no imaginário da sociedade brasileira, a noção de aprendizagem como capacidade inerente a qualquer criança e potencializada pela mediação dos adultos.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

A guerra através dos olhos das crianças de Gaza

Do nosso parceiro Toda Criança Pode Aprender

Desenhos de crianças podem ser muito expressivos e demonstrar uma profunda capacidade de compreensão de situações extremamente adversas.Gaza - livro  Como já abordamos no post sobre as crianças invisíveis, o desenho de uma criança pode revelar muito sobre o modo como ela vê o mundo. Não poderia ser diferente em uma das piores zonas de conflito do planeta: a Faixa de Gaza. Os desenhos de crianças palestinas, moradoras da região, foram reunidos no livro “A Child’s View From Gaza: Palestinian Children’s Art and the Fight Against Censorship” (A Visão de uma Criança de Gaza: a Arte de Crianças Palestinas e a Luta Contra a Censura, em tradução livre).  gaza 2  Inicialmente os desenhos fariam parte de uma exposição no Museu de Arte Infantil de Oakland que foi cancelada duas semanas antes de sua estreia. Desse fato surgiu a acusação de censura e o livro foi feito como forma de propagar a visão dessas crianças afetadas pela situação de conflito em que vivem. Independente de visões políticas relacionadas à guerra, é inegável a força que essas imagens têm. Nenhuma guerra deve ser considerada positiva e essas crianças estão reféns da situação. E, infelizmente, passam por situações que requerem uma resistência emocional que nem mesmo os adultos possuem. Como estão aprendendo a todo momento, coisas boas e ruins, nessa também aprendem… Essas imagens são, paradoxalmente, uma forma singela e dolorida de espalhar um pouco do que acontece por lá.  
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O Toda Criança Pode Aprender visa fortalecer, no imaginário da sociedade brasileira, a noção de aprendizagem como capacidade inerente a qualquer criança e potencializada pela mediação dos adultos.

domingo, 10 de abril de 2016

É só uma caixa?

Por Paulo Fochi

O que é uma mesa, para uma criança de um ano, independentemente do uso que os adultos fazem dela? É um teto. Pode-se agachar em baixo dela e sentir-se o chefe da casa: de uma casa sob medida, não tão grande e terrível como a casa de gente grande. Uma cadeira é interessante porque se pode empurrá-la aqui e ali, para medir a própria força; pode virá-la e arrastá-la, atravessá-la de mil maneiras. Pode-se bater nela, se malignamente ela nos dá uma pancada: "cadeira feia"!
A mesa e a cadeira, que para nós são objetos consumados e quase invisíveis, dos quais nos servimos automaticamente, são para a criança durante muito tempo materiais de uma exploração ambígua é pluridimensional, onde são as mãos o conhecimento e a fabulação, a experiência e a simbolização.
RODARI, 1982, p. 87


Gianni Rodari, em um de seus textos do livro Gramática da Fantasia, comenta que para uma criança uma mesa não é apenas uma mesa. Gosto dessa provocação de Rodari, aliás, a considero produtiva para irmos construindo a respeito da docência na educação infantil. São dois aspectos que gostaria de comentar, a saber: a preparação dos contextos e a expectativa adulta.

Já se sabe muito que a organização de materiais e espaços adequados oferecem para as crianças múltiplas possibilidades de investigar, descobrir e formular suas teorias sobre o mundo. Junto a isso, ter tempo adequado para que as crianças possam fazer suas investidas sem pressa é estruturante para a ideia que estamos aqui tratando.
Na esteira deste pensamento, a escolha de materiais abertos, disponíveis para que as crianças possam explorar, inventar, fantasiar e, mais ainda, estruturar a partir de suas ideias e hipóteses podem ser fontes inesgotáveis de brincadeiras.

Rodari fala que a "criatividade é sinônimo de pensamento divergente, isto é, de capacidade de romper continuamente os esquemas da experiência. É criativa uma mente que trabalha, que sempre faz perguntas, que descobre problemas onde os outros encontram repostas satisfatórias" (RODARI, 1982, p. 140). Aqui entra a questão das expectativas do adulto ao preparar uma proposta, ou, oferecer um material para as crianças.
Fazer uma proposta imaginando aonde as crianças devem chegar, o que irão descobrir e, portanto, como devem fazer, é sempre uma simplificação da rica possibilidade que reside no encontro entre os meninos e meninas com os materiais não estruturados.
Gosto desta imagem do Tonucci. Ela revela exatamente o que se esconde nas "atividades" que os adultos pensam para as crianças: pobreza, simplificação, estereótipos.

Ao contrário disto, podemos se aventurar no desconhecido, ou melhor, colocar as nossas energias em criar contextos abertos, ricos e diversificados. Uma caixa, por exemplo, nas mãos de uma criança, jamais permanece "apenas uma caixa".  Ela se transforma em cenários, adereços, esconderijos... Quando disponibilizada com outros materiais que "combinam" com ela -  por exemplo cordas, cones, prendedores de roupa - mais interessante e fora do controle do pensamento adulto a experiência poderá se transformar. 



Aqui no Catadores da Cultura Infantil nós já postamos um simpático vídeo, as aventuras de uma caixa. Vale recordar ele para se inspirar. Pense nisso!!!


sexta-feira, 8 de abril de 2016

Brincar para resgatar a infância

Do nosso parceiro Toda Criança Pode Aprender

Fugindo de guerras, como crianças conseguem brincar e aprender, aproveitar sua infância? 

A brincadeira, algo tão crucial na vida de qualquer criança, assegura para algumas delas uns poucos momentos de infância. Crianças que, com seus familiares ou tendo perdido parte da família, vivem como refugiadas nem sempre em espaços adequados, mas encontram formas para brincar e resgatar a essência de ser criança.
Uma galeria de imagens, publicada pela Uol Notícias, mostra cenas em que crianças refugiadas em países da Europa brincam:
Captura de Tela 2015-11-06 às 09.56.31
Imagem feita por Thanassis Stavrakis
Em barraca improvisada numa praça de Atenas, na Grécia.
Captura de Tela 2015-11-06 às 09.56.39
Imagem feita por Kai Pfaffenbach
Em um abrigo temporário num ginásio de esportes de Hanau, na Alemanha.
Captura de Tela 2015-11-06 às 09.56.46
Imagem feita por Marko Drobnajakovic
Na estação de trem de Keleti, em Budapeste, na Hungria.
Captura de Tela 2015-11-06 às 09.56.51
Imagem feita por Foeger
Na estação de trem de Keleti, em Budapeste, na Hungria.
Captura de Tela 2015-11-06 às 09.56.57
Imagem feita por Matthias Scharder
Em um campo de refugiados, em Roszke, na Hungria.
Como já discutimos aqui, que infância podem ter estas crianças? O que podem aprender estando em guerras e conflitos ou mesmo fugindo destas situações? Que marcas levam para a vida adulta? Brincar, nestes casos, pode representar possibilidades de interagir com o outro, aprender linguagem, desenvolver-se emocional, social e fisicamente, mas também, e acima de tudo, permite a elas ser criança e aproveitar, ainda que pouco, a própria infância.
Para ver mais imagens como estas, acesse aqui.

O Toda Criança Pode Aprender visa fortalecer, no imaginário da sociedade brasileira, a noção de aprendizagem como capacidade inerente a qualquer criança e potencializada pela mediação dos adultos.